O Real
Poema.
Brinco sozinha à enseada, O oceano obedece à liberdade do vento, Pressinto bem perto a figura desnudada À sombra da lua, de cabelo sangrento. Enrubesce-se minha face, As ondas, irrequietas; Cada passo move com classe As curvas de seu corpo, tão certas. Fremente torna-se a visão de um mar morto, E seu andar move prístinos gritos em compasso — Meu lábio pulsa absorto, E o baixo âmago entrega-se extático. Suas mãos sobre mim; um toque, E acordo antes que me afogue.

muito bonito! bom ver poemas neste app tão cheio de ensaios
Uau! Imaginei perfeitamente o cenário.